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JUÓ BANANÉRE, IRRISOR IRRISÓRIO Carlos Eduardo S. Capela ISBN 978-85-7751-045-0 536 páginas - R$65,00 publicado em dezembro de 2009 Clique para download da capa em alta resolução Clique para download da foto em alta resolução |
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LIVRO RESGATA OBRA DE JUÓ BANANÉRE Imigrante italiano criado por Alexandre Marcondes Machado fez "crônica viva" da São Paulo do início do século passado Personagem surgiu na revista humorística "O Pirralho", em 1911; para Oswald de Andrade, foi "um mestre da sátira no Brasil" Durante a década de 1910, Juó Bananére foi um dos nomes mais famosos da imprensa paulistana. O imigrante italiano criado por Alexandre Marcondes Machado era assunto tanto nas feiras e ruas quanto nos salões da alta sociedade. Nomes ilustres não lhe pouparam elogios. Oswald de Andrade referiu-se a ele como "um mestre da sátira no Brasil". O escritor António de Alcântara Machado não deixou por menos: o personagem teria sido "o melhor cronista" de São Paulo. Hoje, porém, o nome evoca uma interrogação: quem foi mesmo Juó Bananére? Contra o esquecimento que se instaurou após a prematura morte de Alexandre, em 1933, aos 41 anos, Carlos Eduardo S. Capela, professor de teoria literária da Universidade Federal de Santa Catarina, lança "Juó Bananére - Irrisor, Irrisório". O livro traz uma análise crítica do personagem, além da antologia de textos que ele publicou, entre 1911 e 1917, em revistas humorísticas como "O Queixoso", "A Vespa" e "O Pirralho" Foi nesta última, criada por Oswald de Andrade e amigos, que Bananére "nasceu", em outubro de 1911, quando Alexandre tinha apenas 19 anos. Era então o auge da tradição macarrônica, quando São Paulo era palco do "boom" da imigração europeia para o Brasil. "Macarrônico" foi o termo cunhado para caracterizar uma linguagem mesclada, a meio caminho entre o português e um idioma estrangeiro. No "italianês" que praticava, imitando um linguajar corriqueiro do convívio entre brasileiros e italianos, Bananére parodiou importantes autores (como Dante, Olavo Billac e Gonçalves Dias) e ironizou fatos históricos (leia trecho ao lado). Principalmente, narrou, com picardia, o cotidiano de imigrantes pobres no Brasil e as transformações pelas quais passava São Paulo no período. "Ele faz uma crônica viva de um momento de redefinição, em que São Paulo deixa de ser provinciana para se transformar numa grande metrópole", afirma Capela. Criador e criatura |
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