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Dicionário mínimo: poemas em prosa (Nankin/Funalfa,
2003), de Fernando Fábio Fiorese Furtado, é um livro insólito.
Para Iacyr Anderson Freitas, autor do prefácio, trata-se de uma
compi-lação de assombros cuja grande referência é
Murilo Mendes. Além de Murilo, vejo alguma proxi-midade, embora
tênue, com o Mário Quintana pós-1950, e talvez com
Jorge Luís Borges ou o Cortázar de alguns minicontos. Na
verdade, o que Fiorese sugere são pequenos recortes de paisagens
metafísicas, plenos de lirismo, ironia e humor. E no colofão,
como no livro todo (incluindo o texto das orelhas), temos uma lição
de irreverência e poesia. O autor reside em Juiz de Fora e em 2002
reuniu toda sua produção poética em Corpo portátil
(Escrituras)..”
O
Pasquim, Rio de Janeiro, 31 jan. 2004, p. 31
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