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FILOLOGIA & ROMANCE Almeida Garret, Eça de Queiroz e Carlos de Oliveira PEDRO SERRA 128 p. - R$25,00 ISBN 85-86372-64-1 Publicação de maio de 2004 capa em alta resolução - clique | ![]() foto em alta resolução - clique | |
| Pedro Serra (1969) é professor titular de Literatura Portuguesa na Universidade de Salamanca, onde se doutorou. Autor de diversos ensaios dedicados à poesia e ao romance contemporâneos, co-organizou, com Osvaldo M. Silvestre, o volume Século de ouro. Antologia crítica da poesia portuguesa do século XX (2002). Recentemente publicou o livro Um nome para isto. Leituras da poesia de Ruy Belo (2003). Co-diretor do jornal cultural Ciberkiosk, integra o corpo editorial das revistas Inimigo Rumor e Estudios Portugueses Revista de Filología Portuguesa. ARGUMENTO A Filologia, ao longo da sua extensa história, é um modo de produzir presença. A fixação e edição de textos sempre teve como horizonte último o poder tocar e ser tocado por um autor ou um tempo pretéritos. A potestade da faculdade filológica reside nesta aspiração de um contato não mediado entre o autor e o leitor, o passado e o presente. Ao longo deste livro, uso o vocábulo filologia vinculando-o, sobretudo, a esta prática de fixação e edição de textos. Retiro dela um conjunto de figurae, um conjunto de tropos que utilizo para ler um corpus de romances maiores da literatura portuguesa. A implicação da tópica filológica tem, neste sentido, uma intenção crítica. [...] Nos estudos aqui reunidos, sobre Viagens na minha terra (1846) de Almeida Garrett, A cidade e as serras (1901) de Eça de Queirós, e Finisterra (1978) de Carlos de Oliveira, a teoria é entendida como corpus de textos que subjazem a um determinado campo cultural essencialmente universitário sustentado por mais ou menos empenhados conflitos interpretativos. Assim, arriscando uma segunda descrição, o que também disseminadamente se argumenta neste tríptico de ensaios é que o devir dessa conflitualidade é a sua des-dialectização: os seus produtos são capital filológico, cujo legado passa pelo vetusto desiderato de ser, a Filologia, ciência de ciências. Num certo sentido, creio que é também este fim que tanto podemos ler na figura da gisandra de Finisterra como na obra-ápside de Carlos de Oliveira. Em ambos os casos, o saldo é comum: o por vir é filológico uma posteridade de letra morta. Mais teoria é mais filologia [...], ambas com sustenção em modus philologicus, isto é, um sem fim à vista, com/sem sujeito e com/sem objeto. Por outras palavras: narcosis construtiva. A Filologia é um Romance, um romance que sustenta o Romance, e é esta sageza que nos propõem as obras em análise, qualquer delas lugares capitais da ficção moderna da literatura portuguesa. NANKIN EDITORIAL Rua Tabatinguera, 140, 8. andar, cj. 803 Centro São Paulo CEP 01020-000 Tel. (0**11) 3106-7567, 3105-0261 Fax (0**11) 3104-7033 www.nankin.com.br vendas@nankin.com.br
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