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Esta coletânea reúne ensaios de estudiosos da literatura
com o propósito de examinar a narrativa romanesca de diferentes
países, por muitas perspectivas críticas. Assim, Olhares
sobre o romance acolhe um variado repertório de obras literárias
e de tendências estéticas, num recorte que vai de fins do
século XVIII às portas do século XXI. São
quinze os críticos que respondem pelas leituras: Andrea Lombardi,
Berta Waldman, Boris Schnai-derman, Joaquim Alves de Aguiar, Luiz D. A.
Roncari, Mamede Mustafa Jarouche, Marcus Mazzari, Salete de Almeida Cara,
Sandra G. T. Vasconcelos, Vagner Camilo, Valéria de Marco. Todos
eles atuam (ou atuaram) em diferentes áreas do curso de Letras
da USP. Esse diálogo se completa com Yara Frateschi Vieira, UNICAMP;
Ana Luiza Andrade, UFSC; Raul Antelo UFSC; e Adriana Rodríguez
Pérsico, da Universidade de Buenos Aires UBA.
Nesse quadro figuram estudiosos e especialistas nas seguintes literaturas:
brasileira, hispano-americana, portuguesa, espanhola, francesa, italiana,
inglesa, alemã, russa, árabe, hebraica. Entre os autores
selecionados pelos críticos estão Machado de Assis, Goethe,
Flaubert, Dostoiévski, Eça de Queirós; e, deles,
as seguintes obras: Dom Casmurro, Werther, Madame Bovary, Niétotchka
Niezvânova, Os Maias. De nossa atualidade, e conhecidos do público
local, destacam-se José Lins do Rego (Bangüê),
Osman Lins (Avalovara), o italiano Primo Levi (Senão
agora, quando?; É este um homem?); o colombiano García
Marquez (O general em seu labirinto). Ainda, nesse rol, encontram-se
o argentino Ricardo Piglia (Respiração artificial; Dinheiro
queimado), e o paraguaio Roa Bastos (Eu, o supremo). Outros
nomes de destaque em seus países de origem, como o egípcio
Naguib Mahfuz (Noites das mil e uma noites), o israelense Schay Agnon,
o português Rui Nunes (Grito; A boca na cinza), o espanhol
Miguel Delibes (Cinco horas con Mario), ou o argentino Manuel Gálvez
(La maestra norma), e o colombiano Vargas Vila (Flor de fango),
são quase desconhecidos do leitor brasileiro; mesmo considerando
o prestígio internacional de um Schay Agnon prêmio
Nobel de Literatura em 1966.
O vivo apanhado de ensaios, produzido por várias mãos, agrega
experiências estéticas de diversos tempos, afirmando relações
entre homens, sociedades e suas tradições culturais. As
escolhas nos mostram muitos caminhos e modos de olhar. Há leituras
cerradas de um único romance; estudos de literatura comparada;
exame de relações entre literatura e sociedade; estudos
de história literária e gênese textual. Há
também ensaios voltados para a crítica temática,
e outros ainda que centram seu interesse no romance pelo enfoque dos estudos
culturais.
Por essas (e outras) possibilidades que se abrem para o exame do leitor,
espera-se que este livro possa estimular o prazer de novas leituras e
fomentar re-leituras de romances. E, dado que a própria obra guarda
olhares convergentes e divergentes, espera-se que seus ensaios também
possam semear dúvidas e provocar questionamentos, para nutrir reflexões.
Maria Augusta Fonseca
(organizadora)
Nankin Editorial
ISBN 85-86372-82-X
2005
288 páginas
R$25,00
Atendimento: NANKIN EDITORIAL Rua Tabatingüera, 140, 8o andar,
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