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Este magnífico ensaio constata e analisa a caminhada específica
de Clarice Lispector através do grotesco, como a via privilegiada
que a escritora utiliza em Onde estivestes de noite, um de seus livros
menos estudados no conjunto já bem grande de sua fortuna crítica.
O grotesco como categoria teórica e estética para esclarecer
e interpretar a experimentação radical de Clarice Lispector
em seus últimos escritos, associando literatura e artes plásticas
(especialmente a pintura), no que ainda se pode escrever, sem ingenuidade,
no limite do moderno e da modernidade. Trata-se de observar o grotesco
enquanto forma, enquanto modo de produção, reprodução
e deformação de textos e personagens, retomados, reescritos,
repostos como sentidos mutantes.
É a leitura da Clarice mais radical, no limite daquilo que não
se pode dizer e se dito parece não ter sentido, ou se o tem é
um sentido desfeito, como se o texto e a vida se desencontrassem, se afirmassem
e se negassem. É analisado também o pertinente diálogo
entre literatura e pintura, duas linguagem que se fecundam em busca do
sentido.
Volume enriquecido com um rico caderno de material iconográfico,
que permite ao leitor acompanhar as referências e as análises.
Nankin Editorial /Edusp
ISBN 85-86372-69-2
2005
248 páginas
R$40,00
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