Osman Lins: o sopro na argila
• OSMAN LINS
O sopro na argila

Hugo Almeida (organizador)
ISBN 85-86372-72-2
376 p. - R$40,00
Publicado em julho de 2004

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Hugo Almeida
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UM ESCRITOR DE SOPRO DEMOCRÁTICO

Osman Lins (1924-1978) deixou obra rica e variada, incluindo-se teatro, ensaios, narrativa de viagem, contos e romances. Seu trabalho ficcional vem merecendo, nos últimos anos, a atenção da crítica especializada, especialmente nas universidades do país (com dissertações e teses), enfocando-se os mais diversos e complexos problemas dessa produção.
Osman Lins completaria 80 anos em julho de 2004. Sua morte precoce interrompeu uma linhagem literária das mais consistentes e originais da segunda metade do século XX no Brasil. A repercussão estrangeira dessa obra reforça seu interesse bastante amplo, com traduções e publicações em diversas línguas e diferentes países.
Este volume, organizado por Hugo Almeida — dedicado estudioso de Osman Lins nos anos recentes — significa uma contribuição importante para o conhecimento do grande escritor pernambucano. É uma reunião de textos escritos especialmente para esta edição, pelas mãos de dezoito especialistas (a exceção de "Avalovara: precisão e fantasia", de Modesto Carone e "O mundo sem aspas", de José Paulo Paes), abordando aspectos relevantes das obras e oferecendo também dimensões reveladoras da pessoa e do escritor. É um roteiro e um painel que enriquecem a compreensão de Osman Lins e convidam os leitores a retomá-lo ou a se iniciarem.
Osman Lins: o sopro na argila bem demonstra o talento e a importância de um autor que dedicou tenazmente a vida à atividade de escrever, produzindo uma escrita severa, crítica e autoconsciente, ao mesmo tempo armada de preocupações estéticas, sociais e políticas. A alegria de viver e a de escrever confluem para a dura responsabilidade de produzir arte e pensamento nos difíceis tempos agônicos da ditadura militar. A modernização conservadora brasileira, tocada a ferro e fogo, instala-se, como denúncia da forma artística, sem nenhum discurso ou concessão populista. Os danos (e a danação) sofridos pelo homem brasileiro estão visíveis na experimentação artística.
Este volume, em excelente hora organizado por Hugo Almeida, é uma contribuição decisiva para a continuidade do conhecimento de um autor, cuja obra, no seu modo peculiar e original, representa nossos impasses e põe em questão os termos de nossa precária democracia. A literatura, apesar de tudo, quando radical é a revelação e a leitura de nossas raízes. O que Osman Lins quis fazer e logrou fazê-lo. (VALENTIM FACIOLI)

• Conteúdo

Osman Lins: o sopro na argila • Hugo Almeida
Osman Lins: ética na vida e na ficção • Lauro de Oliveira
O tempo na arte, a arte no tempo (Uma leitura de Marinheiro de primeira viagem) • Sandra Nitrini
O bicho-palavra produzindo fissuras • Ana Luisa Kaminski Kohn
Reciclando o engenho: Osman Lins e as constelações de um gesto épico • Ana Luiza Andrade
Recepção da obra de Osman Lins pela crítica de língua francesa e alemã • Gaby Kirsch
Teatro de Osman Lins: breve esquema • Iná Camargo Costa
Osman Lins dramaturgo: no caminho para a história • Maria Teresa Dias
”Retábulo de Santa Joana Carolina”, o palco na palavra • Marisa Balthasar Soares
“Pentágono de Hahn”: o enigma geométrico de Osman Lins • Marisa Simons
Literatura e arquitetura: o “Retábulo de Santa Joana Carolina” e a Catedral de Brasília • Adelaide Calhman
Avalovara: precisão e fantasia • Modesto Carone
Avalovara: a espacialização da narrativa • Leny da Silva Gomes
A dama e o unicórnio: exercícios de imaginação • Ermelinda Ferreira
O mundo sem aspas • José Paulo Paes
Osman Lins: o escritor-leitor de A rainha dos cárceres da Grécia • Maria do Carmo Lanna Figueiredo
As cidades em A rainha dos cárceres da Grécia • Ronaldo Costa Fernandes
Representação e autoritarismo em A rainha dos cárceres da Grécia • Claudia Caimi
Osman Lins — Jorge Luis Borges, encruzilhadas e bifurcações • Graciela Cariello


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