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China o papel que veio a substituir o papiro egípcio e o pergaminho
grego. Da China a impressão com tipos móveis, muito antes
de Gutenberg. Da China o preto aveludado da tinta nanquim que, depois de
seca, requer um tipo muito preciso de manipulação, ao contrário
de outras técnicas que permitem modificações no decorrer
do trabalho. Para a Nankin Editorial, a literatura é um negócio da China não apenas por causa dessas contribuições técnicas que, com certeza, determinaram a história do livro como suporte e veículo de cultura no Ocidente. Tampouco porque constitua um negócio altamente lucrativo, sobretudo no caso de um catálogo composto por títulos de poesia, narrativas, ficção e ensaios, voltado à divulgação de novos autores e novas experiências no campo da produção contemporânea. Talvez nosso negócio seja da China devido ao caráter, em certa medida, artesanal de nossas edições, ao tipo de relação mais pessoal que procuramos manter com os autores e, principalmente, devido à paciência, indubitavelmente chinesa, de um projeto editorial de longo prazo, construindo, com base nesses critérios, um catálogo diversificado e coerente. Com mais de 100 títulos editados, a Nankin procurou diversificar seu catálogo, publicando romances, contos, poesia, crônicas, antologias de autores nacionais e estrangeiros. Selecionou e pôs ao alcance dos leitores relevantes trabalhos analíticos de crítica literária e histórica, de reflexão sobre temas da atualidade brasileira, de cultura erudita e popular. Mais recentemente voltou-se para a literatura infanto-juvenil, inaugurando duas coleções de grande sucesso: a Porto Seguro e a Ararinha azul. |